Publicado em: 14.04.2019

Diretoria da OAB Paraná expressa à Assembleia e ao Executivo apoio ao PL 190/2019

A diretoria da OAB Paraná formalizou por meio de ofícios encaminhados ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), Ademar Traiano, e ao governador do estado, Carlos Massa Ratinho Júnior, o apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 190/2019, em tramitação no Legislativo. Na avaliação da seccional, a proposta preserva os direitos da advocacia e, por isso, “se mostra justa e adequada”.

A OAB Paraná acompanha os debates acerca do projeto, que fixa em 5% do total do crédito tributário os honorários advocatícios devidos aos Procuradores do Estado do Paraná para aqueles que aderirem ao “Refis/2019”. Embora o texto do Executivo estabeleça o percentual de 5%, alguns deputados propõem reduzir o valor a 1% ou, até mesmo, afastar totalmente os honorários de sucumbência para quem aderir ao Refis Estadual.

Garantias

Compromisso histórico da OAB, o pagamento dos honorários de sucumbência à advocacia pública é fixado no artigo 22 do Estatuto da Advocacia (Lei n° 8.906/1994) e garantido por dispositivos do Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015) e pela Lei 13.327/2016. “A OAB tem defendido aquilo que a lei determina: que os honorários de sucumbência pertencem ao advogado. Vamos acompanhar de perto essa discussão, no sentido de proteger estes honorários que visam dar uma remuneração digna ao trabalho da advocacia pública”, reiterou o presidente Cássio Lisandro Telles.

Para o presidente da Comissão da Advocacia Pública da seccional, Marcelo Alberto Gorski Borges, aniquilar os honorários é uma mensagem de desincentivo para o advogado público. “O pagamento aos advogados públicos por meio de honorários é uma das raras formas de remunerar o servidor público de acordo com sua produtividade e eficiência, como já reconheceu o Supremo Tribunal Federal. É preciso que fique claro que os honorários advocatícios não representam despesa pública e não oneram os cofres do Estado, e esta situação foi bem assinalada pela douta Comissão de Constituição e Justiça desta Assembleia”, frisou.

Fonte: OAB-PR
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